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A Bairrada foi demarcada
apenas em 1979, mas já desde meados do século XIX que possuía uma demarcação
não oficial, ainda hoje de grande actualidade, operada por António Augusto de
Aguiar, e que atesta a sua tradição secular como região vitivinícola. Contudo,
a história da vinha e do vinho da Bairrada remonta a um passado ainda mais
longínquo, surgindo associada às actividades monásticas, logo entre os séculos
X e XII.
Os Tintos da Bairrada,
produzidos maioritariamente a partir da casta Baga, Tinta Pinheira e Castelão
encontram-se entre os mais característicos vinhos portugueses. A Baga
é considerada justamente a "rainha" das castas tintas desta região, revela-se
difícil e exigente, amadurecendo por vezes já quando as primeiras chuvas
ameaçam a vindima. Quando colhida devidamente madura, origina vinhos potentes e
ricos, cuja excelência se acentua com os anos de amadurecimento.
A produção de Brancos assenta essencialmente em duas castas, a Maria Gomes ( Fernão Pires) e a Bical. A casta Maria Gomes dá origem a mostos ricos em açucares e relativamente pobres em acidos. Os vinhos respectivos apresentam aroma terpénico intenso e sabor macio. A casta Bical origina vinhos de aroma a frutos exóticos com sabor mais ácido que a Maria Gomes e mais volumoso.
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